Escrito por: Alan de Sá segunda-feira, 10 de março de 2014

Na última matéria da série "Mangá" falamos do início de tudo, de como um pergaminho ilustrado se transformou em uma das formas de entretenimento masi rentáveis e populares das últimas décadas em todo o mundo. Hoje voê vai entender como o mangá virou uma febre e ver que tudo que é mal planejado acaba em ruína. Mas antes de falar tudo isso, vou relembrar um assunto que vocês devem ter visto na escola, que é a Segunda Guerra Mundial. Não, não usei nenhuma droga, você vai entender tudo no decorrer da matéria. 

Em dezembro de 1941, quando o mundo já pensava na data de encerramento da guerra, o Japão colocou em prática um dos ataques militares mais devastadores da históri, que foi a destruiçãoda base marítima americana Pealr Harbor, aonde vários marinheiros e civís foram mortos, fora os destroyers, encouraçãodos, porta-aviões que foram destruídos. Mas esse não era um ataque isolado, e em outros locais como na Tailândia e Filipinas, os japinhas mostravam sua fúria. Depois da rendição da Ilha Wake e da aliança forçada da Tailândia ao Japão, a terra do sol nascente conseguiu possuir o maior império marítimo da história da humanidade, com mais de 7 milhões de quilômetros quadrados de domínio nos oceanos. É número pra nego nenhum colocar defeito. Com poucas baixas sofridas em todos os ataques, a primeira fase do plano já estava concluída, sendo que os japoneses dariam uma pausa para recuperar as baixas e sua frota marítima que estava esticada ao máximo em todos os novos territórios, sendo assim, nada de força massiva. O que aconteeu foi que a prepotência japonesa falou mais alto que a sensatez e eles não deram a pausa necessária. Resultado: duas derrotas - uma no Mar de Coral e a outra a famosa batalha de Midway - que fizeram o Japão perder uma guerra praticamente ganha. Isso foi chamado pelos próprios japoneses de "Mal da Vitória". 

Você pode ter achaodo meio sem sentido, mas isso se encaixa perfeitamente no mangá moderno. Depois da guerra que devastou as cidades de Hioshima e Nagasaki, o Japão passou por aquilo que pode se consierar um verdadeiro milagre econômico, onde em poucas décadas cerca de 90% da poplação se encontrava na classe média - marca muito distante da realidade do Brasil, por exemplo. A educação japonesa era considerada uma das melhores do mundo, tanto que as famílias brigavam por uma vaga não pelo ensino em si, que já era de qualidade, mas pela beleza do uniforme. Sério. O hábito de ler era passado desde pequeno para as crianças japonesas, e eles tinham dinheiro pra gastar com isso. Com televisão em todos os lugares, a disseminação da cultura do anime foi evoluindo cada vez mais, e as editoras lucravam mais do que vendedor de pastel chinês em feira livre de São Paulo. Tudo ia dando certo. 

Mas asim como na guerra o Jaão ficou muito extasiado com tudo. Raciocina comigo: um mangá começa a ser publicado, faz um sucesso razoável, uma emissora de TV compra os direitos e já entra em contato com uma produtora para produzir a série, vira um anime de sucesso, bonecos, mochilas, bottons e tudo quanto é bugiganga é produzido fazendo a cara do protagonista carismático virar febre por todo o mundo e "Bazinga!" as vendas do mangá aumentam mais do que a força do Huk em momentos de raiva. Não tem como você perceber que uma fórmula dessa daria errado. Dava tão certo que a produção de revistas no Japã era um comércio monstruoso. Em anos de glória, a Shonen Jump vendia 6 MILHÕES E MEIO de revistas por SEMANA. Muita revista brasileira queria ter uma marca semelhante. Era tanta demanda que as editoras tiveram muitas revistas "filhas", para atender a determinados tipos de pessoas, e que desmatavam verdadeiras florestas para atender a produção. 

O que aconteeu foi que a prepotência japonesa falou mais alto que a sensatez e eles não deram a pausa necessária.[...] Isso foi chamado pelos próprios japoneses de "Mal da Vitória".

Mas cometendo novamente o erro da guerra o Japão não paralisou a produção de mangás para repor o estoque de mangakás (de qualidade, porque, né) para produzir histórias que agradacem realmente o público. Nem os concursos de mangá one-shot (história fechada em um capítulo) não revelava novos talentos, o que dificultava a qualidade nas histórias. Mas não, esticaram demais a corda e começava a queda do mangá moderno, vindo de quatro grandes problemas: internet, vídeo-games, fan-service e o pior de todos, light novels. Mas isso é um assunto para a próxima matéria, que vai fechar a série "Mangá". Até mais.









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